01/02/10

Reborn


Acontecem coisas que não consigo explicar. Coisas que me fazem pensar. Extremos de um mesmo critério, numa mesma situação e que de repente nos faz perceber mais uma vez que somos muito, mas mesmo muito frágeis nesta aventura que chamo vida.

Este fim de semana ia servir para arejar um pouco e ficar no Porto. Tinha de preparar o conselho de administração de 4ª feira e aproveitar para ir a uma festa de anos de um amigo.

Até aqui tudo normal. Na 6ª feira aproveitei para descansar e recuperar umas horas de sono. Estava estoirado pelo facto de ter puxado por mim a semana toda no ginásio. No sábado fiz o que tinha planeado… Ou seja nada. Descansar e preparar uma serie de coisas.

Claro que estava a espera da festa de anos. Já não saia a muitas semanas e no fundo tinha vontade de arejar um bocado as minhas ideias. Tenho passado uma fase que não considero ma, mas que começa a ser complicada pq existem uma serie de sentimentos que me estão a custar gerir e não é altura de os aflorar.

Correu tudo bem. Foi divertido. Conheci pessoas fantásticas e “espalhei magia” (como eu gosto de dizer). Eram umas 4h30 e o pessoal começou a ir embora. E combinei com outros dois colegas ir beber mais um copo. Um deles que não tinha bebido levou o carro. Uma questão de bom senso.

A partir de aqui não me lembro rigorosamente de mais nada.

Acordei. Com policia e bombeiros de volta de mim, médicos do INEM e um grande aparato a minha volta. Muito confuso, com a uma terrível dor de cabeça e pescoço, nauseado, sem conseguir respirar bem e com o peito apertado. Tinha perdido o conhecimento.

O que se passa? Perguntei. Tiveste um acidente, respondeu-me um medico. Onde te dói? Sentes as pernas? Não te mexas… E calma… Vai tudo correr bem…

Estremeci todo. Sentia-me mal. Reparei nos estragos a minha volta. Alguém tinha embatido lateralmente no nosso carro. E foi do meu lado… Pode ser grave… Oh Meu Deus!!!...

Pensei tanta coisa… Tudo o que nos é importante passa pela cabeça… E de repente senti uma solidão… E uma impotência… Que não consigo descrever. Tanta coisa para dizer. Sem saber se o poderia fazer…

Passaram umas horas. Entretanto fui fazendo exames. TAC e RX ao tórax.

E continuas pensando: Será que disse e fiz o que devia? Não quero que me aconteça nada sem dizer mais uma vez amo-te, adoro-te, gosto muito da ti… Aos meus pais, a minha família, aos meus amigos, a Elsa…

Senti-me tão só… Apetecia-me um aconchego… Um vai correr tudo bem… Será que está tudo bem? Pq demoram tanto?... E as horas passam na incerteza que tudo o que achamos correcto nem sempre o é, principalmente qd o ímpeto de um problema nos leva a questionar tudo por uma mera questão de tempo.

Senti-me… De tal forma frágil que é impossível explicar. Foi o primeiro acidente grave que tive em toda a minha vida. E espero que seja o ultimo.

Quando percebi que tudo ia correr bem. Tomei as minhas conclusões. A vida é frágil. Em qq momento ficamos sem ela. Por muito que as coisas nos inspirem segurança. O problema é que pensamos que aquilo nunca nos vai acontecer. Não estamos preparado. Senti que tinha tanto por dizer. Tanto por viver. Tanto para amar. Via as caras das pessoas que me são importantes. E receei nunca mais poder voltar a dizer aquilo que me ia no coração. Percebi que o tempo é limitado. Foi um aviso. Para viver, sentir e ser tal e como senti diariamente que o devo fazer.

Dói-me tudo e ainda tenho a cabeça as voltas. Um costela partida e um traumatismo craniano. Nada que não se cure com um pouco de animo e boa disposição… Independentemente de estar no quarto de um hospital.

E sei que o meu anjo da guarda… Esteve lá… Tenho a certeza…

Tenho a impressão que voltei a nascer…

26/01/10

Dia 25 de Janeiro… O alimento da alma…


Cansado, muito cansado. Mas revigorado. A muitos anos que não fazia 2 horas de treino. Intenso. Com a cabelo todo molhado a cair pela cara. O suor a escorrer pelo cara. O coração a bater a quase 180 pulsações. A necessidade de cair com as mãos nos joelhos de forma a tomar ar e tentar recuperar o fôlego.

De facto a persistência e a força de vontade são o motor da vida. Ter a capacidade e a coragem de reconhecer os problemas e a força suficiente para tentar corrigir aquilo que sabemos que está mal. O difícil reconhecer que temos um problema. E as vezes mais difícil ter a capacidade de lutar para resolve-lo.

A pouco mais de 2 anos e meio olhei para o espelho. Pesava quase 150 quilos. Não gostei do que vi. E o engraçado disto é que não senti que fosse um problema de auto-estima. Aconteceu pq tinha que acontecer. E nem dei por isso. Foi automático. Tinha coisas mais importantes com as que preocupar. E o Alex… Foi ficando para trás. Até chegar a aquela imagem.

Só que como tudo o que me tem vindo a acontecer na vida, tomei automaticamente a decisão de seguir em frente. Acordei para um problema. E procurei o meu lugar ao sol. Comecei a cuidar-me. Pouco a pouco. Sem maluquices, nem medicamentos, nem dietas descontroladas. Fiz aquilo que sei fazer. Desporto e tino na comida. Sem pressa. Sem obsessões.

Passados 2 anos… Estou com 107 quilos… Faço 2 horas de desporto… E sinto-me bem…

Quem me lê já sabe que tiro conclusões de tudo o que faço, de tudo o que penso… Aqui vão.

A vida fez-me de facto escolher automaticamente caminhos que não foram os melhores. Os problemas de facto conseguem muitas vezes limitar as nossas escolhas, o nosso tempo, a nossa vontade. E quando acordamos para a realidade vemos algo que não se coaduna com os nossos parâmetros de vida e até de beleza. E é nessas alturas que devemos perceber aquilo que somos e se temos a suficiente auto-estima como para tomar a decisão com coragem de lutar por voltar a ser o que éramos. Pq a beleza está de facto naquilo que somos como pessoas. Na forma de viver. Na forma de sentir.

No meu caso nunca perdi a auto-estima e isso ajudou-me. Neste problema e tantos outros que tive ao longo destes 3 anos.

A nossa força de vontade consegue dar outra dimensão a qualquer problema. Acreditem. Querer é poder.

Live goes on!!!!

23/01/10

22 de Janeiro... Desabafos...


Levo uns dias com o raio dos nervos em franja. O trabalho entrou numa fase de complicações que me deixam de rastos. Alterações contabilisticas, encerramento de contas, auditorias, conselho de administração, controlo de gestão, expropriações... Tudo mutiplicado por 3 empresas... A isto juntamos algumas faltas de profissionalismo com as que tenho convivido nos ultimos 2 dias.

Resulta curioso perceber como isto afecta a minha vida. Ao meu estado de espírito. Estar sozinho faz com que seja complicado desabafar uma serie de coisas que sinto. Pq tb fui aprendendo a superar essas questões sozinho. Que remedio. Aprendi a lidar com problemas extremos assim. E durante os últimos anos habituei-me a resolver tudo com a esta cabecita que Deus me deu.

Será que esqueci que desabafar é sinonimo de amizade? Que é sinónimo de partilhar problemas com quem de facto nos quere bem?

Acho que não. Partilho algumas coisas. Poucas. Devia de ser um pouco mais egoista e deixar de pensar que ja chegam os problemas que as pessoas que me rodeiam têm como para estar a levar com os meus. E devia ser assim pq qd percebo que alguem a quem considero amigo precisa de desabafar não me canso até sentir que ajudei de alguma forma. Respeitar e ajudar.

Não deixo de ter saudades de ter aquela pessoa. Aquele porto de abrigo. Aquela sensação de proteção face a todas estas situações normais com as que tenho de conviver diariamente.

Eu sei que tudo chega. Tudo encaixa. Mas as vezes a pressão da vida faz-nos lembrar que não estamos feitos para estar sozinhos. E isso que tenho as costas muito largas. If you know what I mean?

Live goes on!!!!

21/01/10

Encruzilhadas



As vezes resulta-me complicado encaixar o que me vai na alma. É como um rastilho que ando sempre a controlar tentando que nunca chegue ao fim. É mesmo típico dos Capricórnios. Gerir o que anda a nossa volta de forma a encaixar naquilo que consideramos objectivo e correcto. Mas nem sempre é fácil.

E não é mesmo nada fácil. Somos pessoas e não máquinas. Porque pensamos, sentimos, amamos… Mas todos o fazemos a nossa maneira. De facto todos somos diferentes e a natureza humana implica que cada um de nós, encaixe nos seus princípios de vida tudo aquilo que absorvemos. A nossa educação, a nossa experiência, os nossos problemas. Temos de lidar com todas as coisas que condicionam o nosso percurso de vida. Algumas da nossa responsabilidade. Outras pq o destino se encarregou de nos colocar naquele trilho.

Felizmente nem sempre conseguimos ser racionais. E digo felizmente pq as emoções fazem parte da nossa vida e não há ninguém (pelo menos que eu conheça) que não se tenha deixado levar uma vez pelas emoções. E isso não tem nada de errado. Muitas vezes é a única forma de conseguir sarar as feridas que essas emoções nos deixam e libertar-nos um pouco do peso que ser racionais nos traz.

Há dias em que tudo é questionado. As vezes paramos e olhamos para a nossa vida e tentamos perceber se o que fazemos dela encaixa nos nossos parâmetros de felicidade ou se a nossa forma de estar e agir é de facto coerente com aquilo que são nossos princípios, pensamos… e as vezes desesperamos a procura de uma resposta. Mas lá no fundo a esperança de encaixar as nossas vidas naquele patamar de felicidade nunca morre. Alias é o que muitas das vezes nos da a força para continuar a lutar por um lugar ao sol.

Hoje é um desses dias. Tenho algumas encruzilhadas nesta carola. Uma serie de sentimentos que me estão a custar gerir mas que devo aceitar e compreender. Porque não é altura de os aflorar. Porque o futuro a Deus pertence. E porque por primeira vez em muito tempo não tenho a mais mínima ideia de como agir.

Não tenho de ter resposta para tudo. Mas também não vale a pena desesperar. O destino certamente tem alguma na manga…

Aqui vos deixo um pequeno texto. Ajudou-me. Não resolve mas ajuda…

“Viver não dói. Definitivo, como tudo o que é simples. Nossa dor não advém das coisas vividas, mas das coisas que foram sonhadas e não se cumpriram. Por que sofremos tanto por amor? O certo seria a gente não sofrer, apenas agradecer por termos conhecido uma pessoa tão porreira, que gerou em nós um sentimento intenso e que nos fez companhia por um tempo razoável, um tempo feliz.

Sofremos por quê? Porque automaticamente esquecemos o que foi desfrutado e passamos a sofrer pelas nossas projecções irrealizadas, por todas as cidades que gostaríamos de ter conhecido ao lado do nosso amor e não conhecemos, por todos os filhos que gostaríamos de ter tido junto e não tivemos, por todos os shows e livros e silêncios que gostaríamos de ter compartilhado, e não compartilhamos. Por todos os beijos cancelados, pela eternidade. Sofremos não porque nosso trabalho é desgastante e paga pouco, mas por todas as horas livres que deixamos de ter para ir ao cinema, para conversar com um amigo, para nadar, para namorar. Sofremos não porque nossa mãe é impaciente connosco, mas por todos os momentos em que poderíamos estar confidenciando a ela nossas mais profundas angústias se ela estivesse interessada em nos compreender. Sofremos não porque nosso clube perdeu, mas pela euforia sufocada. Sofremos não porque envelhecemos, mas porque o futuro está sendo confiscado de nós, impedindo assim que mil aventuras nos aconteçam, todas aquelas com as quais sonhamos e nunca chegamos a experimentar.

Como aliviar a dor do que não foi vivido? A resposta é simples como um verso: Se iludindo menos e vivendo mais!!! A cada dia que vivo, mais me convenço de que o desperdício da vida está no amor que não damos, nas forças que não usamos, na prudência egoísta que nada arrisca, e que, esquivando-se do sofrimento, perdemos também a felicidade. A dor é inevitável. O sofrimento é opcional.

Carlos Drummond de Andrade"

A cor dos sonhos



Dia 14 de Dezembro de 2009… Estranho estar metido num quarto de hotel com a neve a cair, com a estancia de esqui de Granvalira (Andorra) de fundo…

Lindo… Revigorante… Sabe-me bem… Deixa-me pensar… Que beleza de sitio… Que bom poder viver para apreciar a beleza das coisas.

Sinceramente preferia estar a bater com as costas na neve e viver mais uma aventura dessas bem malucas. Sendo o que sou. Sempre com boa disposição. Independentemente de já me ter magoado no ombro… Quero lá saber…

Sair da rotina faz sempre bem, no meu caso foi mesmo uma necessidade. Precisava de ligar todas as minhas emoções, ideias, pensamentos, sonhos… e passar o dia 13 e 14 num ambiente diferente conseguindo alhear-me da conotação que a data tem para mim.

Tudo acaba por encaixar, é um pequeno puzzle de imagens que no final nos define como pessoas. Que já fazem parte de nos. E que as vezes nos fazem melhores pessoas… E as vezes piores… Já me convenci disso…

Engraçado que está tudo bem arrumadinho. As datas não passam disso mesmo. São datas, números que nos deixam pequenas lembranças daquilo que faz parte da nossa vida. Mas que acabam simplesmente por ser fotogramas do filme da nossa vida.

O que me deixa descansado é que me sinto bem. Tão bem que vejo tudo com optimismo. Não me sentia assim a muito tempo. Tenho um sorriso na cara. Um sorriso maroto. Engraçado como a vida tem caminhos muito estranhos. Nem consigo perceber como é possível haver tantas coincidências. E não acredito nelas.

A umas semanas atrás escrevia sobre… Sentir… Sonhar… Viver… Hoje sinto que isto de sonhar funciona. Como alguém me dizia…. “de facto isso é viver, a desfrutar a vida no seu melhor. e é assim que se pode unicamente pensar em viver....a sonhar com algo inesperado que nos transmita uma energia vital para que de novo ......voltes a sonhar!!!”

Palavras sábias. De quem sabe que sou um “cadito” sonhador. Reconheço que as vezes sonho acordado (há malucos para tudo), procurando sentir a ilusão de viver mais um dia intensamente, mais um dia com os cabelos em pé… E não é que as vezes o raio da realidade ultrapassa os sonhos. Por isso tenho este sorriso. E hoje estou feliz.

A felicidade é de facto um bem escasso. Há dias bons, há dias terríveis. Mas no fundo todos procuramos o aconchego que da sentir que podemos ser importantes para alguém. Vemos tudo com outros olhos. Absorvemos a beleza de tudo. Partilhamos os problemas dos outros com o imperativo de dizer: “comigo vais-te sentir bem e estou aqui para ajudar a resolver tudo”… E diariamente ter a necessidade que assim seja.

A vida é exactamente isto. Viver apaixonado, nem que seja pela própria vida. Sou um romântico e adoro viver intensamente. De querer sentir cada respiração tentado desfrutar do facto de viver. Sou culpado de querer simplesmente viver um dia de cada vez e sentir esse frio no estômago.

Sinto-me privilegiado. Um bom trabalho, uma família que adoro, amigos de verdade e pessoas que me fazem sentir parte deste maravilhosa pérola que alguém um dia se lembrou de criar, cheio de energia, força e vontade de viver.

De donde vem esta energia? Da mesma matéria de que são feitos os sonhos...

As palavras que nunca te direi



As vezes tenho receio de que a ficção se torne realidade. Olhar para o Kevin Costner (considerando que sou bem mais bonito.. em sonhos claro!!!!) e rever-me nas atitudes, pensamentos e acções na interpretação de um papel que no meu caso acabou por se tornar a mais profunda das realidades. (O livro ainda é melhor, recomendo vivamente)

A incerteza daquilo que a vida nos pode dar faz que as vezes o nosso subconsciente mergulhe nos abismos da tristeza e da saudade. No fundo queremos estabilidade… Carinho… Compreensão… Amor… Retomar aquilo que de facto era a minha vida e que na altura não dava importância.

Tenho a sensação quando escrevo que estou a enviar uma mensagem ao mar numa redoma de vidro, para que alguém do outro lado a receba, leia e sinta confortado a capacidade de amar e de sentir que a vida as vezes nos transmite. Com a alegria de viver e sentir com a que naturalmente encaro as coisas.

O fim-de-semana passou. Foi fantástico. Não foi tão agitado como habitualmente, mas deu para manter o coração aos pulos. É como tenho dito, sinto-me bem e esta minha forma de estar atrai de as pessoas a minha volta… Não é propositado, simplesmente acontece…

Até a minha afilhada com 4 anitos sempre que me apanha a jeito estrafega-me!!!. Encho baldes de baba com aquela coisa linda!!!.

A vida é ainda mais bonita quando podemos partilhar a essência de tudo… Sem estar obcecados… Mas quem não gosta de sonhar todos os dias que, ao acordar, recebemos um beijo, um abraço, um bom dia, um afago desse alguém especial.

Talvez seja infantil, burro ou um romântico incompreendido, iludido por acreditar que posso e devo entregar, de alma aberta, a imensa paixão com que encaro a vida. Mas acredito no amor e na felicidade…

E sabem porque? Porque já me deram exactamente o mesmo.

A matéria de que estão feitos os sonhos



Acredito que somos feitos da mesma matéria da que são feitos os sonhos. Sonhamos, crescemos, vivemos. No fundo são a energia vital que nos faz continuar na procura do inesperado, mas que nos transmite a esperança de algo melhor. Nem que seja um simples raio de felicidade.

Quantas vezes não visto o papel de Indiana Jones viajando na terra dos sonhos, vivendo aventuras sem fim, resgatando o mais belo dos tesouros e ficando no fim com a mulher mais inteligente e bonita. (De facto só acontece nos sonhos…).

Sou mesmo assim. Um sonhador imperfeito. Um formador de fantasias na procura de aquilo que todos gostariamos de ter. Sei que no fundo não sou diferente de ti que estas a ler este texto. Viver é fantástico, não achas?. E viver bem um desafio, independentemente das pedras que vamos encontrando no nosso caminho.

Quem me conhece bem, e são muito poucas pessoas, sabe que sou apaixonado por natureza. Leal e fiel aos princípios. Não escondo sentimentos, nem tento ser aquilo que não sou. Gosto do que vejo ao espelho, com resmas de defeitos e algumas virtudes.

Somos todos um pouco como a ave Fénix renascendo das nossas cinzas… Porque problemas todos vamos ter nesta vida. Todos vamos perder entes queridos, todos vamos ter problemas, dores, doenças, discussões, divorcios, separações… No fundo todos teremos de sofrer as imperfeições de este mundo e desta vida.

Mas no fundo é aquilo que nos deram. E sou da opinião que não ha nada melhor. Olhar para uma mulher bonita. Olhar para quem se ama. Olhar do cimo da serra da arrabida para aquela imensidão. Um anoitecer na praia. Fazer amor apaixonado. Respirar o ar gelido no cimo de um cume cheio de neve, o beijo de um filho, o cheiro de uma flor…

Sou culpado de viver intensamente. De querer sentir cada respiração tentado disfrutar do facto de viver. De querer simplesmente viver um dia de cada vez, procurando olhar nos olhos de quem um dia me ira proporcionar outra vez a capacidade de morrer por ela.

Os ultimos tempos têm sido inesqueciveis. Tenho-me divertido e conhecido pessoas que me têm dado algo mais de que uma simples conversa. E vou ser feliz.

As cinzas ficaram para tras… E renasceu uma ave Fenix linda com uma força inesgotavel,

De donde vem a minha energia… Da mesma materia que são feitos os sonhos.